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O que você oferece quando chega em casa?

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Posted by  Published in: Destaques Igrejas CCNEI's

Ela sorri sem querer para as pessoas o dia inteiro. Cabeça cheia, bolso vazio. Quase sempre costuma almoçar cercada de colegas de trabalho que a irritam com conversas moles sobre filhos e maridos. Ela observa e sorri. Aprendeu assim desde a infância: tratar bem os estranhos.

O chefe costuma chama-la abruptamente. Ela está sempre disposta a ajudar seu chefe, mesmo em tarefas que não são de sua função.

Ela é do tipo que nunca falta, chega dez minutos antes do horário. Mesmo quando está cheia de problemas em casa costuma cuidar bem do seu trabalho, encontra sempre um sorriso.

Quando está voltando para casa, porém, despe-se da fantasia de boa moça, durante o caminho já vai lembrando-se de tudo o que sua companheira deixou de fazer no dia anterior, por conta disso fica irritada. Na hora do almoço tentou ligar para pedir para pagar um boleto, já vencido. A companheira, porém, não atendeu.

Adentra a casa com a cara fechada, a companheira chegou alguns minutos antes. Ela não sabe disso, na sua fértil imaginação ela deve ter chegado há horas, por que a casa está “aquela bagunça”?

Não tem beijo, não tem sorriso, não tem esforço para o bem estar alheio como ela faz o dia inteiro no ambiente de trabalho.

Como uma caçamba que passou o dia inteiro coletando lixo, ela descarrega todas as suas emoções na companheira: “- Por que você não me atendeu na hora do almoço?” Não há tempo para respostas. Sem pestanejar continua “-Estou de cheia de você”; “Estou cheia de me preocupar sozinha com a casa”. O tom de voz aumentou repentinamente. Quase um monólogo de gritarias.

Ela não sabe, mas a companheira fora furtada pela manhã indo trabalhar. Levaram o celular. E depois disso passou a tarde toda na delegacia para registrar um boletim de ocorrência.

Sua companheira estava era precisando de um colo. Mas recebeu tanta aspereza que achou melhor não responder nada.  Trancou-se no banheiro, ligou o chuveiro e ficou no celular trocando mensagem com uma amiga, que ultimamente anda dando muita atenção...!

Nossa personagem principal não sabe, mas pouco-a-pouco, dia-a-dia, ela vem envenenando um pouquinho seu casamento, e em breve será surpreendida com a notícia de um rompimento.

Infelizmente essa é a história de muitos casais. Falta compreensão, falta beijo ao chegar, falta fazer uma cara de que está tudo bem apenas para não sobrecarregar o outro com nossas tensões do dia inteiro. Falta compreender as aptidões e limitações do outro, falta reconhecer as qualidades, falta comprar uma rosa. Sobram espinhos.

Experimente só por um dia, se despir a caminho de casa de todas as suas tensões, experimente nesse caminho vestir o melhor sorriso, fazer um esforço e encontrar sua companheira ou companheiro como se estivesse namorando.

Casamento é entrega  diária, e não direito de propriedade onde depois de dividir o mesmo teto podemos nos sentir no direito de maltratar alguém que um dia lutamos tanto para conquistar!

 

“Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,” Efésios 5:25

 

Read 5639 times Last modified on Domingo, 15 Fevereiro 2015 13:38
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